📊 Indicadores e boas intenções
Sempre que pensamos em Cascais pensamos no local onde as pessoas com mais ⭐ sucesso escolhem viver. Mas será verdade? Será que ao passear pelo Passeio de 🤴 D. Luis I ficamos a conhecer a realidade de quem escolhe Cascais para viver? Venham daí para resumidamente conhecerem a realidade e os 🔮 caminhos de futuro.
Segundo o instituto Mais Liberdade, o município de Cascais
nos últimos 9 anos (até 2018) está em 14º lugar, relativamente ao ganho médio
mensal dos trabalhadores por conta de outrem dos 80 concelhos mais populosos,
tendo caído sete posições. Cascais foi ultrapassado por concelhos como Matosinhos,
Seixal, Aveiro entre outros. É de salientar que continua acima da média
nacional, mas continuando a este ritmo rapidamente será ultrapassado por outros
como Setúbal e Ponta Delgada!
Relativamente ao desemprego de longa duração nos últimos 5
anos, Cascais está acima da média nacional com 2,7%, atrás de concelhos como
Amadora, Odivelas e Oeiras.
Estes dois dados ajudam a pintar o retrocesso da capacidade
económica dos munícipes de Cascais nos últimos anos, assim como a falta de
alternativas reais que os seus habitantes têm de emprego mesmo numa posição
privilegiada na área metropolitana de Lisboa.
Com este quadro preocupante resta saber qual o envolvimento
da população para mudar este estado de coisas. Se formos analisar a taxa de
abstenção nas eleições autárquicas de 2017 constatamos que Cascais é o 8º
concelho dos 80 mais populosos onde a taxa de abstenção é mais elevada, com 56,5%
tendo sido a média nacional 45%. Este facto ilustra o total descrédito dos
munícipes no atual rumo do concelho.
Este panorama é o resultado da aplicação de receitas irrefletidas,
como a gratuitidade de transportes públicos, onde persiste a fraca qualidade
dos mesmos, fazendo que a maior parte da população continue a privilegiar o
transporte individual e penalizando os negócios que necessitam de fácil acesso
a recursos humanos. Outro exemplo é a implementação de tecnologia para “inglês
ver” como o veículo autónomo com condutor que efetua um trajeto de 800 metros.
Com um peso enorme na economia, o estado local deve-se focar
na devolução à sociedade dos meios para que de forma livre sejam as pessoas a escolher
o seu futuro, e onde os recursos públicos sejam aplicados de forma criteriosa
não para fazer caridade, mas para garantir um futuro próspero para todos.
Citação de Friedrich Hayek,
economista que recebeu o prémio Nobel de Economia em 1974 - “A curiosa tarefa
da economia é demonstrar aos homens o quão pouco eles realmente sabem sobre o
que eles imaginam que podem planear”
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