🛒 Propaganda e supermercados

Com as próximas eleições autárquicas marcadas para dia 26 de Setembro irei falar como é que todos nós andamos a pagar propaganda política e o que nos pode ensinar a nossa ida ao supermercado. Este episódio foi baseado no artigo de opinião que escrevi para o Observador.

Eis que estamos a entrar naquela época que acontece de 4 em 4 anos onde se torna impossível circular dentro do nosso país tanto é o buraco causado pelas obras de ocasião, obviamente patrocinadas pelo município de cada zona.

E porque é que isto acontece? Aqui a resposta é óbvia, porque funciona para manter os atuais executivos autárquicos no poder. Porque funciona como publicidade paga pelo contribuinte. Porque existem competências básicas dos municípios que são descuradas durante 4 anos sem que a população seja ouvida sobre as mesmas.

Consequentemente são inúmeras decisões da Comissão Nacional de Eleições sobre publicidade partidária camuflada de publicidade institucional com se viu relativamente ao município de Cascais e Oeiras só para dar alguns exemplos. Isto é, o contribuinte anda a pagar aos partidos que compõem o executivo municipal para fazer propaganda com vista exclusivamente para ganhar vantagem nas eleições.

Em jeito de provocação somos um povo que vende o seu voto muito barato. Fossemos tão eloquentes com o poder político como quando estamos na fila no supermercado e nos passam à frente e teriamos um país muito melhor. Um país onde nunca deixaríamos que nos reparassem os buracos da estrada de 4 em 4 anos e muito menos que nos mantivessem presos a condições de vida estagnadas durante décadas devido à crescente carga de impostos.

Para tudo isto é essencial que todo o folclore autárquico atual tenha os dias contados, para reduzir despesa municipal paga por todos nós. Por exemplo, acabando com as inúmeras empresas municipais, com benefícios duvidosos, ou que simplesmente funcionam como máquinas de emprego para os “boys” das estruturas partidárias. É preciso que o município deixe de entrar em competição com a sociedade na prestação de serviços, que o faz sempre pago pelo contribuinte, mas mascarado de “gratuito”.

É altura de exigir mais. É altura de percebemos que nos estão a passar à frente na fila do supermercado, mas que neste caso se trata da nossa vida.

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