📈 Qual o custo do aumento do salário mínimo

Qual o 🧠 racional económico para aumentar o salário mínimo nacional? Quais as consequências para 👷 trabalhadores e empresas? Venham daí entrar na cabeça dos governantes do governo PS! 
⚠️ ATENÇÃO: Não recomendado para pessoas que apreciam 😕 lógica.

Esta semana o governo PS está a negociar com as confederações patronais o aumento do salário mínimo em Portugal. Esta medida que pretende aumentar para 705 euros mensais a chamada remuneração Mínima Mensal Garantida é criticada por não ter um racional ligado à taxa de inflação, evolução da produtividade ou crescimento económico.

Exemplo disto é que nos últimos 3 anos o salário mínimo cresceu entre 4,3% e 5,8% quando a economia nos últimos anos decresceu -8,96% em 2020 e cresceu 2,69% em 2019. Atendendo a estes valores a lógica é uma batata. Convém também relembrar que cerca de 24,6% dos trabalhadores por conta de outrem, ganha o salário mínimo logo estas mexidas têm um elevado impacto social e económico.

Mas não se alarmem porque como todos sabemos quem paga os aumentos não é o estado são as empresas, não custando ao contribuinte um único cêntimo. Pois, mas como não podia deixar de ser, com o governo PS não é bem assim.

Uma das propostas que se encontra em cima da mesa é compensar as empresas em dificuldade para que não haja consequências da subida do salário mínimo. Isto quer dizer que o contribuinte, mais uma vez, vai meter dinheiro em empresas que não têm condições para operar no contexto económico que o governo quer impor. Por um lado, o salário mínimo sobe e consequentemente paga-se mais imposto, por outro já temos no horizonte um problema de inflação que potencialmente irá eliminar grande parte do aumento de remuneração, mas no final do dia ainda vamos conseguir aumentar a despesa do estado para proteger postos de trabalho que se tornam economicamente inviáveis.

O estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos intitulado “Do made in ao created in, um novo paradigma para a economia portuguesa”, já falava que os sectores com maior número de empresas zombie dificultam o crescimento de novas empresas, sendo que com este tipo de políticas o número de empresas inviáveis irá continuar a aumentar, mantendo encerrados recursos que seriam mais bem utilizados em empresas mais relevantes.

Assim se vê que o governo PS continua a creditar que o progresso da qualidade de vida das pessoas se faz por decreto e não pelo crescimento económico.

Citação de António Lobo Antunes, escritor Português - “Ninguém é mais crédulo do que um desesperado.”

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